quarta-feira, 5 de junho de 2013


Somos o que lemos?

 

Ler apresenta-se como um verdadeiro exercício de alteridade, uma relação  com o outro, com o texto e consigo. Trata-se de uma dinâmica e experiência  incomparável possível desde os primeiros registros, que, agora, na pós modernidade descortina-se ímpar, sem limites.

Como professor costumo afirmar que não há texto/leitura melhor ou mais efetiva, o que existe são possibilidades e necessidades, diversidade de contextos e práticas. Todas as leituras são fundamentais e fundantes.

No que se refere às minhas experiências de leitura, desde a leitura partilhada ou a solitária sempre foram marcadas pela espacialidade, isto é, aboletada no sofá junto a família ou estirada na cama, às vezes, sentado na calçada enquanto o sol se punha.

Gostava de ler letras de música, sem cantá-las, experimentando sua musicalidade interna.

Acredito que não há um caminho para a descoberta do gosto pela leitura, mas caminhos, alguns partem de seus próprios relatos em um diário ou agenda pessoal, outros da convivência com leitores, outros no processo da escolaridade. O que importa é a relação que o leitor e escritor estabelece com aquilo que é lido ou escrito, afinal como expressa Rubem Alves somos o que somos pelos escritores que devoramos.

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