sexta-feira, 14 de junho de 2013


Plano de Aula - Equação de 2º grau

Como a construção desse blog é coletiva e participativa, posto aqui uma nova versão do plano de aula postado pelo Grupo 3 : José Carlos Simonato Fraga, Ivis Melissa , Juraci Emídio Fonseca  e  Lucimar Almeida

Plano de Aula

 

Bloco Temático: Números/Relações

 

Conteúdo: Equação do 2º grau

 

Público alvo: Alunos no 9ª ano (8ª série)

 

Habilidades/Competências:H15 (6ªsérie/7ºano) Expressar e resolver problemas por meio de

Equações – Grupo de Competências III e H19 (8ªsérie/9ºano) Resolver problemas que envolvam equações do 2º grau – Grupo de Competências III

 

Objetivo Geral: Compreender e explorar em diferentes contextos os processos de cálculos para resolução de equações de 2º grau e enfrentamento de situações-problema envolvendo equações.

 

Objetivos específicos: Estudar as equações do 2º grau com uma incógnita, incluindo os procedimentos de resolução e as propriedades que envolvem as raízes dessas equações e a resolução de alguns problemas que utilizam equações desse tipo.

 

Justificativa: Justifica-se este estudo, pois, contribuirá com entendimento referente à utilização da equação de 2º grau em nosso dia-a-dia; o estudo da equação demonstra a necessidade de conhecimento de formas de resolução, relacionando aplicações e aspectos históricos. Instigar a curiosidade e interesse do aluno são peças chave para a aprendizagem.

 

Procedimento:

 

Aula I:

- Levantamento dos conhecimentos prévios que os alunos possuem sobre equação através da roda de conversa;

- Contextualização histórica sobre o surgimento das equações de 2º grau a partir da leitura de um texto de cunho didático (sugestão – texto encontrado no site http://www.mat.ufrgs.br/~portosil/bhaka.html)

- Proposição de um problema envolvendo a transposição da situação para uma equação do 2º grau.

 

 

Aula II:

- Retomada do problema proposto na aula anterior e da equação gerada a fim de buscar soluções para a equação por meio do método de completar quadrados;

- Proposição de um novo problema com o objetivo de permitir que os alunos transcrevam a situação para a linguagem matemática através de uma equação do 2º grau e busquem maneiras de resolvê-la.

 

 

Aula III:

- Retomada da aula anterior de modo a socializar os procedimentos de resolução encontrados pelos alunos;

- Formalização do método de completar quadrados e resoluções de equações do 2º grau a partir deste método.


Aula IV:

- Leitura do poema “Brincando com a Matemática” de Leoni Muniz (para lê-lo clique abaixo em continue lendo). Elaboração de problemas que utilizem em contextos práticos entre as relações de proporcionalidade direta entre uma grandeza e o quadrado de outra por meio de uma função de 2º grau.

 

 

Aula V:

- Um pouco de história será trabalhado através do filme :

 Equação Quadrática, Raízes de uma Função Quadrática e Bhaskara  https://www.youtube.com/watch?v=BmuWuMJZIQs  - duração 12 minutos

 

 

Recursos:

Textos didáticos, poemas matemáticos, caderno do aluno 9ºano/8ªsérie do 2ºBimestre, lousa, giz. Na construção de quadrados faremos o uso de papel quadriculado. As construções de funções através do uso do Geogebra ou Excel na construção de gráficos de funções do 2º grau.

 

Avaliação: Será realizado avaliação contínua, individual e em grupo. Intervenção quando necessário. Verificar se os alunos desenvolveram as seguintes habilidades, por meio de observação na resolução de problemas, na participação em grupos e na socialização das respostas: Compreender a resolução de equações de 2º grau e saber utilizá-las em contextos práticos; Compreender a noção de função como relação de interdependência entre grandezas; Saber expressar e utilizar em contextos práticos as relações de proporcionalidade direta entre uma grandeza e o quadrado de outra por meio de uma função de 2º grau.

 

Recuperação: Trabalhar a resolução de problemas envolvendo equações de 2º grau de forma contextualizada. A recuperação será contínua e com ajuda do professor auxiliar.

 

Diagnóstica: Os alunos que apresentaram dificuldades serão retomados por meio de Recuperação Contínua e com o professor Auxiliar.

 

Referências: Currículo de Matemática (SEE-SP); Matriz de Referência do Saresp.

 

Brincando com a Matemática
Bhaskara nos deu uma tarefa a fazer
As raízes da equação temos que encontrar
nos disse que  

E é agora que o bicho vai pegar.
Mas como poderemos as raízes conhecer?
Em que deveremos nos basear?
Se sobermos que "delta"= b2-4ac
A equação poderemos calcular.
Descartes formulou um plano
Que com certeza poderá nos ajudar
Ele se chama Plano Cartesiano
E as raízes vamos nele colocar.
Para ordenar e simplicar problemas
As matrizes eu vou usar
Vão me ajudar a solucionar meus dilemas
Sendo linha, coluna, quadrada ou regular.
O determinante eu quero encontrar
Duas regras eu posso usar
Sarrus ou Cramer se desejar
Irão me ajudar a calcular.
Mas matemática é brincadeira
Perto do que estamos para ver
Meu relato é coisa verdadeira
No meu raciocínio você pode crer.
Leoni Muniz















quarta-feira, 12 de junho de 2013

“História: Uma visita à casa do vovô”

Os gêmeos Leonardo e Matheus tinham 6 anos e todo sábado a tarde sua mãe levava-os 
para a casa de seu avô para passar o sto do fim de semana. 
 Quando chegaram na casa do vovô Carlos, perceberam que ele estava arrumando a casa: 
 - Como vão os meus netinhos? – perguntou o avô – Vocês querem me ajudar a arrumar o 
porão? 
 - Claro! – exclamaram ambos. 
 Os três desceram até o porão, e viram que estava muito bagunçado. 
 - Nossa vovô! Que bagunça! – disse Léo. 
 - É... Faz muito tempo que eu não arrumo aqui.
 -Que caderno é esse? – perguntou Matheus, pegando um caderno empoeirado debaixo da 
estante da televisão quebrada. 
 - Esse é o meu caderno de Matemática que eu usei durante meus anos escolares. – disse o 
avô pegando e abrindo o caderno. 
 - E o que são esses tracinhos um em cima do outro? – questionou Léo. 
 - Esse é o sinal de igual ( = ), é quando um número é igual ao outro e a gente diz que eles são 
iguais, como 3 = 3. 
 - E essa cruz? – agora foi a vez de Matheus tirar a sua dúvida. 
 - Esse é o sinal de mais ( + ). É quando você quer somar um número com outro, como 2 maçãs 
+ 3 maçãs = 5 maçãs. 
O tracinho que vocês estão olhando é o sinal de menos ( - ), você usa quando quer tirar uma 
coisa de outra, como 7 cachorros – 4 cachorros = 3 cachorros. 
 - Olha aqui maninho, outro sinal de mais! 
 - Não, Matheus. Esse é o sinal de vezes ou multiplicação, quando se multiplica alguma coisa, é 
como se estivesse somando essa coisa diversas vezes. 5 x 3 é a mesma coisa que somar três 
porções de cinco ou somar cinco porções de três. Assim: 5 x 3 = 5 + 5 + 5 = 3 + 3 + 3 + 3 + 3 = 15. 
 Esse outro sinal é de divisão e dividir (÷) é o contrário de multiplicar. É como pegar um número 
e desdobrar em diversos pedaços iguais, como 15 ÷ 3 = 5. 
 - E esse vovô? – perguntou Léo - também é de dividir? 
 - Não, esse é o sinal de porcentagem (%), “significa simplesmente“ dividido por 100. 
 - Vô, porque tem um número pequeno do lado dos outros? 
 - Isso significa potência, mostra a quantidade de vezes que você multiplica um número por ele 
mesmo, como 2 x 2 x 2 = 2³ = 8 e... Eu acho que está ficando tarde, vão para a cama, amanhã eu 
mostro mais pra vocês. 
 No dia seguinte, os irmãos acordaram bem cedo e foram pegar o caderno do avô. Mas não se 
conformavam com uma coisa: 
 - O vovô não disse que o caderno era de matemática, então por que tem letras escritas aqui, 
Matheus? 
 - Não sei, talvez seja porque... - os passos do avô interromperam os dois e logo que 
perceberam que vovô Carlos estava acordado, foram direto perguntar. 
 - Vovô!! Vovô!! Por que tem letras no caderno de matemática? 
 - Bom dia primeiro, né? Por que já estão acordados? 
 - Nós queríamos ver mais coisas do seu caderno, mas achamos algumas letras... 
 - Aaaaahhh... Esses são os números romanos, eram usados na Roma antiga, não tinha o 0, 1, 
2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Os números eram: I=1, V=5, X=10, L=50, C=100, D=500 e M=1000. 
 - Meu Deus! – exclamou Matheus – Deve ser muito difícil fazer conta com esses números. 
 - Esses números são usados ainda hoje para a marcação dos séculos, por exemplo: nós 
estamos no século XI. Agora vamos tomar o café da manhã. 
 Chegando na mesa, Léo e Matheus se sentaram enquanto o avô preparava o pão e o leite. 
 - Léo, não brinca na mesa! – falou Matheus. 
 - Se eu quiser eu brinco, seu chato!! 
 Ouvindo a briga, seu Carlos resolveu interferir. 
 - Ei!! O que está acontec... Léo... Você achou meu ábaco!! 
 - ÁBACO?!?! – perguntaram os dois ao mesmo tempo.  - É... O ábaco tem umas varetas de arame cheias de bolinhas, e cada uma das varetas é 
dividida em duas seções, com uma conta na parte de cima e quatro contas na parte debaixo. É 
deixado um espaço livre para as contas poderem deslizar. 
 - Explica direito vô, eu não entendi nada! – disse Matheus 
 - A posição das bolinhas em cada vareta do ábaco representa um número. 
Quando a bolinha sozinha é empurrada para cima e o grupo de quatro contas é empurrado para 
baixo, temos representado o número 0. 
 Quando uma das bolinhas debaixo é empurrada para o meio, temos representado o número 1. 
 Quando três das bolinhas debaixo estão no meio, temos representado o número 3. 
 Quando a bolinha do lado de cima de uma vareta está no meio, temos representado o número 
5, e assim vai!! Querem tentar? 
 - SIM!!! 
 Passadas algumas horas, sua mãe chegou para buscá-los. 
 - Oi filhos, que presente o vovô deu pra vocês desta vez? Um carrinho, um boneco, uma bola... 
 - Não, ele deu um ábaco. 
 - Um ábaco? Se depender do avô eles vão ser professores de matemática quando crescerem. 
 - Isso mesmo mamãe, igualzinho a professora Carla!! 

terça-feira, 11 de junho de 2013


"Os ouvidos de um menino estão em suas costas"

 

Há aproximadamente 4 000 anos, na antiga Babilônia, aprendizes de escriba frequentavam as escolas do amanhecer ao pôr do sol.
Durante dez anos, aprendiam a escrever cerca de 700 sinais e a efetuar cálculos matemáticos, suportando rígida disciplina, às vezes até algumas chicotada.
Era como se o chicote pudesse mesmo abrir-lhes os ouvidos...
Foi um desses escribas que inscreveu e resolveu, numa placa de argila, a primeira equação do 2º grau completa que a História registrou.
Como o escriba resolveu totalmente em palavras essa equação?
Como o modo de escrever as equações do 2º grau foi se aperfeiçoando ao longo dos séculos, até a descoberta da fórmula?


Para responder
a essas perguntas, leia: "Contando a História da Matemática: História da Equação do 2º grau" - Oscar Guelli - Editora Ática.


 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

CURIOSIDADES MATEMÁTICAS

NÚMERO MÁGICO

1089 é conhecido como o número mágico. Veja porque:

Escolha qualquer número de três algarismos distintos: por exemplo, 875.
Agora escreva este número de trás para frente e subtraia o menor do maior:
875 - 578 = 297


Agora inverta também esse resultado e faça a soma:
297 + 792 = 1089 (o número mágico)



O MAIOR PAR DE PRIMOS GÊMEOS CONHECIDOS

 
O maior par de primos gêmeos conhecido é 2003663613 . 2195000+/-1. Esses primos têm 58711 dígitos, e foram descobertos em janeiro de 2007.
 

O FABULOSO NÚMERO 142857

Este número, multiplicado por 1, 2, 3, 4, 5, 6, 8 ou 9, tem como resultado outro número cujos algarismos estão na mesma ordem do original. Mas se o resultado tiver 7 algarismos ao invés de 6, basta somar o primeiro com o último número para se obter novamente a seqüência. Veja:

142857 x 5 = 714285
142857 x 8 = 1142856, somando os extremos (1 + 6) = 7 -> 714285

O melhor de tudo é que você não precisa pegar o 142857, pode pegar qualquer número com os 6 algarismos nessa sequencia, que todos eles têm essa propriedade. Veja:

428571 x 2 = 857142
285714 x 3 = 857142
285714 x 9 = 2571426, somando os extremos (2 + 6) = 8 -> 857142

E se você multiplicar qualquer desses números que têm esses algarismos nessa sequência por 7 ou por um múltiplo de 7, você encontrará uma seqüência de 9. E novamente se houverem mais de 6 algarismos, quase todos serão 9, os que não forem, somados darão 9. Veja:

857142 x 7 = 5999994 (5 + 4 = 9)
571428 x 49 = 27999972 (2 + 7 = 9)
714285 x 14 = 9999990 (9 + 0 = 9)



O NÚMERO 12345679

Se multiplicarmos o número 12345679 por qualquer múltiplo de 9, entre 9 e 81, iremos obter um produto cujo algarismo que se repete é o próprio multiplicador dividido por 9.

12345679 x 9 = 111.111.111 (9 / 9 = 1)
12345679 x 18 = 222.222.222 (18 / 9 = 2)
12345679 x 27 = 333.333.333 (27 / 9 = 3)
12345679 x 36 = 444.444.444 (36 / 9 = 4)
12345679 x 45 = 555.555.555 (45 / 9 = 5)
12345679 x 54 = 666.666.666 (54 / 9 = 6)
12345679 x 63 = 777.777.777 (63 / 9 = 7)
12345679 x 72 = 888.888.888 (72 / 9 = 8)
12345679 x 81 = 999.999.999 (81 / 9 = 9)

Postado por: Ivi Melissa Sanches B. Alves
 

Monteiro Lobato e a Matemática


O livro Aritmético da Emília (1935) pode ser visto como uma espécie de livro introdutório de matemática, onde são apresentadas as noções básicas da disciplina para crianças. Estão lá os algarismos romanos e arábicos, os números naturais e inteiros, as frações e até problemas mais complexos, que são apresentados pelo escritor através do humor e brincadeiras, principalmente através da Emília. Na história, ao invés dos personagens do sítio viajarem para outro mundo, é a Matemática que visita o sítio através de um circo organizado pelo Visconde de Sabugosa, que, junto com os números, explica detalhadamente os assuntos através dos capítulos: A idéia do Visconde, Os artistas da aritmética, Mais artistas da aritmética, Manobras dos números, Acrobacias dos artistas arábicos, A primeira reinação, A segunda reinação, A terceira reinação, Quindim e Emília, A reinação da igualdade, As frações, Mínimo múltiplo, Somar frações, Subtrair frações, Multiplicar frações, Dividir frações, Os decimais, As medidas e Números complexos.

Lucimar MªAlmeida Fiderissi

quarta-feira, 5 de junho de 2013

GRUPO 3

IVAIR FERNANDES DOS SANTOS
IVANIL CANUTO DA SILVA
IVI MELISSA SANCHES BISCASSI ALVES
JOSÉ CARLOS SIMONATO FRAGA
JURACI EMIDIO FONSECA
LUCIMAR MARIA DE ALMEIDA
LUCIMAR PAULINO DE MENEZES

JOSÉ CARLOS SIMONATO FRAGA (Cursista)
Fernandópolis-SP


Sou PEB-II de Matemática, trabalho na EE Profº Antônio Tanuri, na cidade de Fernandópolis-SP. Exerço a minha profissão à 27 anos, amo muito o que faço e o maior prazer é ver os meus alunos entendendo e tendo interesse em aprender Matemática. Nas minhas horas livres gosto de fazer Academia, faz muito bem para tirar o stress do dia a dia. Meu maior sonho realizou esse ano : Meu filho entrou na Faculdade Federal de Engenharia Mecânica, minha família está super feliz! Gosto de filmes de terror e ação, toda semana arrumo um tempinho para assistir bons filmes. O meu livro preferido e que marcou a minha infância foi : O meu pé de laranja lima, quando li esse livro fiquei encantado com a história, sempre fui uma criança que li muito e guardo os meus livros com muito carinho. As pessoas mais importantes em minha vida são: minha esposa Eliana, amiga , companheira inseparável com quem quero passar todos os dias de minha vida, nos conhecemos na faculdade e estamos casados à 25 anos onde tivemos três filhos : Fabiana-dentista, Fernando que mora no céu com Deus e Guilherme-aluno de Engenharia Mecânica. Minha família é a base de minha vida! Espero fazer novos amigos e desejo à todos um excelente curso!
 
 
Aprender a ler de forma competente é muito mais do que decifrar mensagens: trata-se de procurar um sentido e questionar algo escrito a partir de uma realidade.
O professor deve estar consciente desses processos para auxiliar seus alunos a construírem seu SABER-LER e SABER-ESCREVER, formando competentes alunos leitores e escritores.
Não se ensina uma criança a ler: é ela que se ensina a ler com a ajuda de seus professores, colegas, instrumentos da aula, pais e de todos os leitores encontrados.
Cada um possui seus próprios processos, suas etapas, seus obstáculos a vencer e a ajuda lhe vem do confronto com as proposições das outras pessoas com quem está trabalhando.


LER  É :
- Atribuir diretamente um sentido a algo escrito.
- Questionar algo escrito como tal a partir de uma expectativa real em uma verdadeira situação de vida.
Cabe ao professor ensinar seus alunos a realizarem uma leitura crítica, em que eles sejam capazes de atribuir sentido ao que lêem, distinguir contextos, funções, estilos, intenções, argumentos, pontos de vista, para que se tornem leitores mais competentes nas diferentes situações comunicativas, capazes de compreender o mundo ao seu redor e agir de maneira crítica e reflexiva.


Somos o que lemos?

 

Ler apresenta-se como um verdadeiro exercício de alteridade, uma relação  com o outro, com o texto e consigo. Trata-se de uma dinâmica e experiência  incomparável possível desde os primeiros registros, que, agora, na pós modernidade descortina-se ímpar, sem limites.

Como professor costumo afirmar que não há texto/leitura melhor ou mais efetiva, o que existe são possibilidades e necessidades, diversidade de contextos e práticas. Todas as leituras são fundamentais e fundantes.

No que se refere às minhas experiências de leitura, desde a leitura partilhada ou a solitária sempre foram marcadas pela espacialidade, isto é, aboletada no sofá junto a família ou estirada na cama, às vezes, sentado na calçada enquanto o sol se punha.

Gostava de ler letras de música, sem cantá-las, experimentando sua musicalidade interna.

Acredito que não há um caminho para a descoberta do gosto pela leitura, mas caminhos, alguns partem de seus próprios relatos em um diário ou agenda pessoal, outros da convivência com leitores, outros no processo da escolaridade. O que importa é a relação que o leitor e escritor estabelece com aquilo que é lido ou escrito, afinal como expressa Rubem Alves somos o que somos pelos escritores que devoramos.


 


 
O universo da leitura nos permite aventuras, encantamento e sonhos que compartilhamos com aqueles que fazem parte da nossa vida. Ler é interagir com o mundo e é vivenciar cada momento mágico como se fosse único. Eu compartilho dessa ideia e valorizo os profissionais da educação que trabalham com a sala de leitura, que incentivam seus alunos lerem e que concorrem para ampliar as formas de comunicação.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Poema Matemático

A partir da matemática também se cria poemas
 
Poesia Matemática

Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.
Millôr Fernandes

Um pouco sobre minha vida Leitora

Sou Ivi Melissa, formada em Ciências Biológicas, gosto muito de que faço, estou na educação a 15 anos, já trabalhei em várias cidades, quando me formei fui embora para Jundiaí, fiquei lá por 4 anos, passei por tantas escolas, mas lembro de cada uma e tive experiências maravilhosas.
Estou na EE Lesbino de Souza Alkimin, em Populina á 6 anos, retornei á escola onde estudei minha vida toda e isso me faz muito feliz.
Sou uma leitora desde que nasci, amo ler, viajo no mundo das letras e isso me fez muito bem, me ajudou sempre nos estudos, e graças a DEUS tenho um filho leitor, que passa o dia todo com seus livros para cima e para baixo.
Gostaria que meus alunos tivessem omesmo interesse, pois acredito na educação, e sei que só terá resultado significativo quando realmente estivermos formando jovens leitores e consequentemente escritores.

                                                LEITURA E ESCRITA


Quando eu era criança morava em um sítio, quando um loucutor contava histórias infantis.
lá não havia televisão, só me lembro de um rádio que o meu pai ficava todas as tardes com ele na mão.

Gostava muito quando era a hora da novela no rádio e principalmente
Ali ficava horas e horas, vivendo no mundo da imaginação, viajava junto com os personagens, chorava, ria e imaginava coisas fantásticas. Com ele aprendi a ler sem precisar de um livro, a imaginar como se fizesse parte da história.

Ler sem saber ler, foi assim que aprendi a buscar na leitura o mundo, as pessoas, descobrindo quem eu era e para onde estava indo. Além da leitura ao vivo aprendi a cantar as músicas das histórias e assim comecei a sentir a melodia da vida em toda sua grandiosidade.

Para minha maior felicidade , meu pai me deu de presente de aniversário um livro de histórias infantis, fiquei fascinado, quase explodi de alegria.

Li e reli aquele livro várias vezes, guardei-o comigo e hoje ele faz parte da minha coleção de livros. Gosto muito de ler, a leitura nos proporciona muito aprendizado e prazer.

Tento passar esses ensinamentos para os meus filhos e alunos.

Este foi o meu início no mundo da leitura e nunca mais esqueci.

A leitura nos faz seres melhores, mais preocupados com os outros e consequentemente com nós mesmos.

Um forte abraço!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A  ARTE  DA  LEITURA

Tudo que fazemos temos que colocar amor, sentimento e responsabilidade . . .
Ler é poder ser feliz sem medo de errar e se entregar a todos os sentimentos que guardamos, muitas vezes somente para nós mesmos.
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